A luta pelos direitos é válida, mas deve ser pacífica

O Recife se uniu nesta quinta-feira, 20, às demais cidades que aderiram às manifestações iniciadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os protestos começaram após o aumento das passagens de ônibus, mas as reivindicações se tornaram mais abrangentes. A qualidade dos serviços de saúde e educação, os investimentos públicos na Copa do Mundo e a corrupção estão sendo questionados. O movimento foi encabeçado pela juventude brasileira e divulgado através das Redes Socais. O fenômeno já visto em outros países ganhou às ruas do Brasil.
O vigário geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor José Albérico de Almeida, acredita que a mobilização é justa e deve ser realizada desde que de forma pacífica. “Vemos com bons olhos as manifestações para reivindicar o direito e a dignidade. O que não podemos aprovar é pessoas que se infiltram no movimento e não querem o bem da sociedade realizem atos de vandalismo e violência. Esperamos que os governos e autoridades possam ouvir o clamor de justiça e honestidade que vem dos jovens”, afirmou o sacerdote.
O articulador da Jornada Mundial da Juventude no Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Gimesson Silva, comemora o despertar dos jovens para questões políticas. “A mobilização marca justamente o ano da juventude com um gesto simbólico do protagonismo deles.  Atos simbólicos não transformam as estruturas, mas carregam a força e a criatividade do povo brasileiro que luta por mudança. Este é apenas um passo num processo posterior que é o envolvimento dos jovens em movimentos sociais e representações”, ressaltou o religioso.
A CNBB divulgará Nota Oficial sobre as manifestações populares nesta sexta-feira, às 14h, em entrevista coletiva, na sede da instituição, em Brasília. O pronunciamento ocorre no fim da reunião do Conselho Permanente. O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, participa do encontro.
Redes Sociais .
Na  mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no último dia 12 de maio, o papa emérito Bento XVI destaca o novo espaço e poder das Redes Sociais: “O desenvolvimento das redes sociais digitais estão contribuindo para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.”
Ainda na carta, Bento XVI afirma: “Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da  sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.”
Da Assessoria de Comunicação AOR

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