Estudantes participam de oficina sobre violência


Oficina sobre violência impulsiona Núcleo de Direitos Humanos em Escola


Por Camila Maciel - Jornalista da Adital
Apoio Maria Lioza Correia - Pastoral Litrugica

Como fazer para que um projeto de direitos humanos, desenvolvido dentro da escola, ganhe força em toda a comunidade. Esse foi o desafio que mobilizou um grupo de jovens da Escola Arraial Novo do Bom Jesus, no bairro dos Torrões, na cidade de Recife (Pernambuco). Desde terça-feira (7), (concluindo ontem (9)), cerca de 20 estudantes, de 12 a 16 anos, participaram de oficinas de formação com o tema da violência, realizadas pela ONG Curumim.

Com o nome "Criando laços entre jovens para o enfrentamento à violência”, a ação teve como objetivo formar uma rede de jovens multiplicadores de informação, que atuem no espaço escolar, mas também na sua comunidade, disseminando a cultura de paz e de enfrentamento às desigualdades. Além dos estudantes da escola, o projeto teve como meta mobilizar também outros jovens da comunidade.

"Já vínhamos impulsionamos a formação de um Núcleo de Direitos Humanos na escola, mas a questão da violência impedia que a ação fosse fortalecida na comunidade”, explica Sueli Valongueiro, coordenadora do Projeto, da ONG Curumim. Por esse motivo, o tema da violência foi abordado, agora, de forma específica. A ideia é fortalecer o Núcleo na Escola.
Sueli espera que o Projeto possibilite uma reflexão sobre essa questão e impulsione algumas atitudes. Ela aponta que a violência está naturalizada e que é preciso romper com esta cultura. Violências domésticas, sexuais, institucionais são algumas das expressões que, muitas vezes, não chocam mais. "Dos vinte jovens que participaram da oficina, todos já apanharam. Alguns afirmam que já não apanham, mas todos já viveram essa violência”, declara Sueli a partir dos relatos dos estudantes.

Essa é a primeira ação do projeto, que deve durar, ao todo, seis meses. O passo seguinte será a construção, durante cinco encontros, de um fanzine [publicação alternativa e independente] para dialogar com outros jovens sobre o tema da violência. Em paralelo, eles irão produzir um esquete para apresentação na comunidade. "A proposta é fazer um grande ato político nesse dia”, explica Sueli.

Tendo em vista que uma das propostas do Projeto é favorecer uma atuação política na exigência de políticas públicas, os jovens também realizarão um diagnóstico dos equipamentos públicos do bairro. Durante a pesquisa de campo, eles irão identificar escolas, postos de saúde, delegacias, projetos e irão analisar a forma que estão sendo executados.
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